Ao fim de trinta anos de casamento, Wilson Lewis vê-se obrigado a admitir que a mulher, Jane, já não o ama há muito.
Após uma longa e brilhante carreira como advogado, ele apercebe-se finalmente de que as suas prioridades estiveram erradas desde o início. Embora nunca tenha faltado nada à família em termos financeiros, o mesmo não poderá dizer-se em termos emocionais. Agora que se avizinha o casamento da filha, Wilson sabe que chegou o momento de agir. É a sua derradeira hipótese de redenção.
Mas será ainda possível reacender uma paixão adormecida há tanto tempo? Para Wilson, o desafio é ainda maior, pois nunca foi pessoa de exprimir as suas emoções. Felizmente, tem como inspiração a inesquecível história de amor dos sogros, Allie e Noah Calhoun, bem como a sua inabalável determinação em conquistar o coração daquela que sempre amou... pela segunda vez.
Depois de ter lido O Diário da Nossa Paixão há tantos anos atrás foi engraçado voltar às vidas do Noah e da Allie. Esta história gira em torno da vida de uma das filhas do casal: a Jane, mais propriamente, em volta do seu marido, Wilson, que ao fim de 30 anos de casamento se apercebe que não tem sido o melhor dos maridos e faz de tudo para corrigir isso.
Não me vou alongar a contar a história, até porque foi um dos poucos livros, em que o final me apanhou completamente desprevenida e não quero, de forma alguma, estragar essa surpresa a quem ainda não leu o livro.
Achei que a forma como Nicholas Sparks abordou esta história e escolheu este tema me deixou, mais uma vez, maravilhada com a sua escrita. Um romântico incurável, faz-nos acreditar que, mesmo depois de tantos anos de casamento e vida comum, é possível, com muito esforço, reacender o sentimento que outrora juntou o casal.
É, sem dúvida, um dos livros que mais gostei de ler do autor e conseguiu, ao fim de alguns anos, regressar às leituras com o escritor.
Avaliação: ****



